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Américo Tomás

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O jovem oficial da Marinha Américo Tomás não era propriamente pessoa interessada em meditações ideológicas. Tal como muitos outros militares, nunca se dera ao trabalho de vasculhar o mundo das ideias, em busca da mais perfeita teoria política. A ciência do bom governo era-lhe desconhecida e em tal matéria acreditava apenas nos méritos do bom senso. Bastava-lhe uma administração pública honrada e competente, sem grandes disputas – tudo aquilo que não havia em Portugal e, segundo pensava, enorme falta fazia para que a velha nação renascesse das cinzas. Era este o programa político do oficial da Marinha, diante dos fortes solavancos da I República; programa simples e concreto, mas bastante mais ambicioso do que à primeira vista parecia. Fiel a um regime político de força, nem sempre se mostrara de acordo com as práticas punitivas adoptadas, mas a lealdade a Salazar foi sempre um dado seguro. E à primeira oportunidade o presidente do Conselho ergueu-o à condição de ministro. Assim passou Américo Tomás 14 anos no Ministério da Marinha. Quando em 1958 foi convidado por Salazar para candidato da União Nacional à Presidência da República tinha 64 anos de idade.
O regime atravessava a maior crise de sempre.

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