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António de Spínola

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Ao recordar a vida de António Sebastião Ribeiro de Spínola fica a imagem de um homem desajustado da sua época. Foi militar e político, mas considerou-se, acima de tudo, um soldado. Foi uma figura polémica a quem atribuíram tantas qualidades quantos defeitos. Na realidade, consensual só a personalidade forte, o temperamento difícil e a determinação inabalável. Ao publicar Portugal e o Futuro – que rapidamente se transformou num best-seller político – alertou o país para a questão colonial. Este livro agitou a opinião pública e passou a ser uma bandeira para o Movimento das Forças Armadas (MFA). Marcelo Caetano encarou-o como “um manifesto de oposição ao Governo”. Spínola não integrou o comando das operações do 25 de Abril de 1974. Só interveio quando Marcelo Caetano lhe telefonou a pedir que se apresentasse no quartel do Carmo para a transmissão de poderes e os capitães, na pessoa de Otelo, o autorizaram a receber a rendição do presidente do Conselho. Na madrugada de 26 de Abril surgiu nos ecrãs da RTP munido de monóculo, pingalim (chicote para fustigar cavalos) e luvas, lendo, em voz pausada e profunda, uma proclamação ao país. Nesse dia Spínola entrou para a História como o rosto mais visível da Revolução. A 15 de Maio tomou posse como presidente da República.

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