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Cardeal Cerejeira

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Manuel Gonçalves Cerejeira chegou a bispo no mesmo ano em que António de Oliveira Salazar aceitou ser ministro das Finanças. Havia muito tempo que os dois amigos caminhavam juntos e seria em paralelo que imporiam a sua vontade a Portugal. Cerejeira no seio da Igreja Católica, Salazar no Estado. É verdade que Cerejeira sempre foi mais alegre, simpático, sentimental e extrovertido do que Salazar, mas isso nunca constituiu um obstáculo à amizade entre os dois, que se revelou sempre mais forte do que qualquer disputa. Cerejeira não tinha dúvidas que a sua vocação era para o sacerdócio. E a 18 de Novembro de 1929 o Papa fê-lo patriarca de Lisboa e no consistório seguinte foi elevado ao cardinalato. Não obstante os seus esforços para demonstrar a independência da Igreja em relação ao Governo, o patriarca foi acusado de não defender os interesses dos católicos. Momentos houve em que ele foi cúmplice da ditadura e adoptou um discurso nacionalista e colonialista. Mas também os houve em que procurou não imiscuir-se nos assuntos políticos. Estas ambiguidades mereceram-lhe duras críticas. Com o começo da Guerra Colonial aumentou a instabilidade entre os católicos. O cardeal remeteu-se ao silêncio.

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