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D. António Ferreira Gomes

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De joelhos diante de Deus, de pé diante dos homens, foi a divisa de D. António Ferreira Gomes, proferida muito antes de ser bispo do Porto (de 1952 a 1986, com exílio do país entre 24 de Julho de 1959 e 1969). Nascido em Milhundos, concelho de Penafiel, chegou a Roma em 1925, com perto de 20 anos de idade. Consagrou-se aos estudos teológicos e filosóficos, fazendo-se notado pela inteligência e ilustração. Sagrado bispo de Portalegre – Castelo Branco em 1948, seria mais tarde como responsável pela diocese portuense que a sua figura se tornaria conhecida de todo o país. Em plena crise de 1958, de que o ponto alto foi a candidatura presidencial de Humberto Delgado, D. António escreveu uma carta a Salazar na qual pôs em causa o legado do Estado Novo, algo que o regime não tolerou. Pagou por essa ousadia com um longo exílio, do qual só regressou depois de Salazar deixar de ser presidente do Conselho. E mesmo nessa altura o Governo português não desejava ainda a sua presença. “Medite, reze e venha falar comigo”, disse-lhe Paulo VI. Após cumprir as recomendações papais, tomou o caminho da Espanha, aproximou-se da fronteira portuguesa e aguardou
“luz verde”, que Marcelo Caetano não pôde deixar de lhe dar, em nome da imagem de político renovador.

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