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Fado

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Fado (1941) partilha daqueles traços marcantes da poesia do autor evidenciando uma faceta trágica e expressionista que por momentos atinge algum paroxismo. O sujeito lírico revela-se sensível à tragédia de tipos sociais e humanos afligidos por uma chaga moral, um fado, e que não vislumbram nem encontram qualquer oportunidade social de se realizarem. Há neste livro (cf. “Fado dos Pobres”), como nalguma da sua narrativa, vultos humanos e sociais – velhos, prostitutas, dementes, estropiados, artistas marginais, mulheres desencantadas- dignos de Raul Brandão. Constata-se uma atenção ao “pathos” feminino (“Fado das mulheres de vida fácil”), que aliás também atravessa a galeria feminina da narrativa do autor (nomeadamente no mencionado livro Histórias de Mulheres) e uma espécie de reconciliação amarga ou comunhão secreta com estas almas perdidas (cf. “Fado do Amor”; “Fado-Canção”).

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