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Mau Tempo no Anal

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Posto perante o mais negro dos veredictos na sequência de um exame médico que era só um tira-teimas – e contrariando o carácter normalmente lamuriento dos portugueses -, André Moa nunca se perguntou, desesperado: «Porquê a mim?» Na verdade, consciente de que a doença pode bater à porta de qualquer um e de que a dor nos acompanha desde o parto, preferiu perguntar- se, com toda a serenidade: «Porque não a mim?» E agarrou-se à vida com unhas e dentes, ainda que muitas vezes em sofrimento e provação, mas sempre respirando esperança e um incomensurável optimismo – optimismo, aliás, que vê como o melhor remédio para resistir à desgraça e que transpira nas páginas deste seu diário, onde o humor contagiante pode, desde logo, avaliar-se pelo título. Escrevê-lo foi, de resto – a par da indispensável colaboração dos técnicos de saúde e dos milagres da medicina -, meio caminho andado para levar de vencida um cancro e meia dúzia de maleitas colaterais. E publicá- -lo constitui agora um imperativo de consciência, no pressuposto de que a sua leitura será capaz de proporcionar conforto, ajuda, estímulo e confiança a quem sofre e na certeza de que quanto mais se porfia mais se alcança, de que parar é morrer, de que o que conta mesmo é viver.

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