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Melo Antunes

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O eternamente enigmático Ernesto Augusto Melo Antunes foi o inspirador e a alma da Revolução dos Cravos. Não obstante, teve um protagonismo discreto. Porque assim quis. Porque sempre foi avesso a grandes manifestações públicas. Talvez por isso fiquemos com a sensação de que o seu papel em todo o processo revolucionário não foi devidamente reconhecido. Pode dizer-se que esteve sempre do lado certo da barricada. Ramalho Eanes diz até que “foi o mais coerente e, talvez, o mais importante dos actores do processo revolucionário português”. Outro antigo presidente da República, Jorge Sampaio, vai mais longe e aponta-o como “um dos pais fundadores da democracia portuguesa”. Assumiu-se sempre e desde cedo como um homem de esquerda. Posição que manteve quando integrou os governos provisórios. Enquanto ministro sem pasta do II Governo de Vasco Gonçalves ocupou-se do dossiê da descolonização. A sua grande vitória foi a publicação da Lei 7/74, a qual demonstrava que Portugal estava disposto a reconhecer o direito dos povos à autodeterminação e a aceitar a independência dos territórios ultramarinos. Notabilizou-se também pela elaboração do polémico Documento dos Nove, de 1975.

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