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Salgueiro Maia

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“Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os sociais, os corporativos e o Estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o Estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!” Foram estas palavras que, na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, o capitão Salgueiro Maia dirigiu aos seus homens, na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém. Não houve um único soldado que, perante tal rigor, ordem e disciplina, se recusasse a formar na parada. Horas depois, no Terreiro do Paço, em Lisboa, quando foi questionado por um jornalista sobre o propósito da manobra, respondeu sem hesitar com aquele vozeirão implacável: “Estamos aqui para derrubar o Governo”. E estava! Confiante, Salgueiro Maia agiu sempre com grande naturalidade, determinação e sensatez. Tinha 29 anos. Não ambicionava poder nem nunca se comprometeu com qualquer partido político. Apesar disso, não faltou quem o apelidasse de vaidoso e arrogante. Os seus méritos e coragem foram várias vezes reconhecidos pela hierarquia. Com essa mesma coragem enfrentou o cancro que o vitimou, em 1992.

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